Um Defeito de Cor
A exposição Um Defeito de Cor marca a reabertura do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, e apresenta um amplo percurso historiográfico sobre as lutas por liberdade no Brasil entre os anos finais do Império e seus desdobramentos contemporâneos. Inspirada no romance homônimo de Ana Maria Gonçalves, a mostra articula literatura, memória afro-diaspórica e produção artística para recontar a trajetória de Kehinde, personagem baseada na figura histórica de Luísa Mahin, liderança fundamental das revoltas baianas do século XIX e mãe do abolicionista Luís Gama.
Com cerca de 200 obras de mais de 100 artistas brasileiros, africanos e das Américas, a exposição está dividida em dez ambientes que dialogam com os capítulos do livro, abordando temas como a diáspora forçada, o cotidiano de pessoas escravizadas, estratégias de resistência, revoltas populares, espiritualidades afro-brasileiras, territorialidades urbanas, redes culturais transatlânticas e a construção histórica da racialidade. A expografia, assinada por Ayrson Heráclito e Aline Arroyo, propõe uma imersão sensorial e política na experiência afro-atlântica.
Resultado da parceria entre a Prefeitura de Salvador, a Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro) e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com concepção original do Museu de Arte do Rio (MAR), a exposição reafirma o compromisso do MUNCAB com a preservação, visibilidade e valorização das culturas afro-brasileiras. Ao promover o encontro entre arte, história e memória, Um Defeito de Cor contribui para ampliar a compreensão pública sobre a resistência negra, fortalecer a identidade afro-diaspórica e aprofundar a reparação histórica necessária no país.
O quê: Um Defeito de Cor
Curadoria: Ana Maria Gonçalves, Marcelo Campos e Amanda Bonan
Quando: 6 de novembro de julho de 2023 à 3 de março de 2024
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira
Sob a sombra das árvores, de nossos irokos e baobás, muita história se passou. Construímos um país sobrevivente às imensas ganâncias por terras e florestas e às sangrentas travessias atlânticas, fazendo dos dores, desafios a serem superados. Um país que continua transformando o antirracismo em uma bandeira, ainda hoje. Aqui, nossas avós sonharam e reinventaram suas famílias. Mesmo seco, nos diz um provérbio africano, o leito de um rio ainda guarda o seu nome.
Esses são alguns dos ensinamentos presentes em Um defeito de cor, romance de Ana Maria Gonçalves que completa em 2023 dezoito anos de existência e já está chegando em sua 30ª edição. Uma história épica sobre a saga de uma africana escravizada, Kehinde, que ressignifica sua vida no Brasil. Na Bahia, meu que ainda soubi, com diversas ameaças do destino, jamais deixou de lutar. Suas armas foram as memórias, o desejo de afeto e acolhimento, e os fios encantados: uma mão que pinta a sua vida com as cores que deseja. Ao final de quase mil páginas, Kehinde percebeu que não faria muito como a nossa. Assim, sobreviveu, muito pelo desespero.
Tentativa de transformar o livro em exposição é preencher a história de Kehinde com sons, corpo, imagem, memórias, relíquias e outras formas de contar a história conhecida sem revelá-la diretamente.
Retornar a Um defeito de cor é, desta vez, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro e é, ao mesmo tempo, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também é tudo que trata, por exemplo, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão.
É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos — e não menos sangue, dor e sofrimento. Não é um lugar-tempo confortável nem bonito de se ver ou sentir, e talvez por isto só exista porque nele mora a memória e a experiência coletivas que, na grande maioria das vezes, como acontece com os traumas da humanidade, só são possíveis de acessar através da dor. É uma dor passível, inesistiva, provocativa e absolutamente necessária. Como bem diz o livro A Map to the Door of No Return: “Ter o próprio pertencimento como algo perdido é um terreno lutuoso”. É como habitar uma ausência, um limbo, um não corpo. Viajar a Diáspora Negra é, penso, viver um livro que flui entre ficção e criação vividas porque as dores são uma outra-criação. E ser que algumas memórias ao foro de si mesmo.
É entender-se como signo estabelecido por alguém e ainda assim ser incapaz de escapar dele, a não ser em momentos radiantes de simplicidade transformados em arte.¹
Isto: eu me reinvento e reelaboro tudo ao meu redor a cada vez que o mundo que crio e interpreto através da arte se encontra com outros mundos criados por artistas que têm as suas coisas nos mesmos lugares onde nós temos as nossas dores. Então é solitário — mesmo triste, mas muito inspirador — para quem aprende a se reinterpretar a cada afeto. Através do afeto.
Que esta exposição seja abrigo. Seja chama. Seja zanzora e quibombo. Aldori, Idàpọ̀, poríngọ. Axé. Que seja pois o começo, o que permita à partida quanto para quem seta pra chegar.
Ofóun me dúpé!
Ana Maria Gonçalves
¹ Conselho de um grande amigo, escritor, professor e babalaô Niyi Powys. “E ‘babaláwo’ é aquele através de quem os ancestrais estão.” Oriçà: o conjunto, imaginação ou lembranças.
TEXTO DE MARCELO CAMPOS E AMANDA BONAN
Como pano de fundo, a cosmogonia africana, as revoltas e lutas pela liberdade, a moda, a culinária, os cultos e o encontro de línguas entre Salvador, Rio de Janeiro, Uidá e Lagos. Venham ler e ouvir as vozes de mulheres que são muitas: Emínin, Antônia, Titilayo, Rosa Mina, Nega Florinda, Geninha, Agontimé.
Trouxemos a Ana, autora, para a curadoria, nos contando outras histórias que o livro suscitou, como cartas confessionais que ela recebeu, ainda hoje, de pessoas se identificando e tornando públicas as próprias histórias, baseadas em um ponto agudo — forma de reinventar a narrativa iorubá, que funciona, antes de tudo, como um choro, de dor e síntese.
Um defeito de cor coloca toda a equipe de pesquisa, curadoria, produção e arte perante este grande desafio: conciliar as páginas densas, férteis e formosas em um ambiente real, escolhido, neste caso, o MUNCAB, que ele próprio nos apresenta nas teorias de longo alume, de um espelho nosso.
“Quando não souberes para onde ir, olha para trás e saiba pelo menos de onde vens.” (Provérbio africano)
Amanda Bonan e Marcelo Campos
RESUMO
As raízes culturais e as lutas pela liberdade que moldaram o Brasil no século XIX e ecoam até os dias de hoje. A megaexposição “Um Defeito de Cor” desvenda os contextos socioculturais do Brasil Império (1882-1889) e sua influência contemporânea. A mostra é uma interpretação do romance literário homônimo, publicado pela primeira vez em 2006 pela escritora mineira Ana Maria Gonçalves, que narra a saga pela liberdade e pela reconstrução identitária da Kehinde, personagem da figura histórica Luísa Mahin: a mulher de origem africana, que comprou sua alforria em 1812 e passou a liderar revoltas na Província da Bahia, mãe do poeta e abolicionista Luís Gama (1830-1882). Essa exposição é o resultado da parceria entre a Prefeitura de Salvador, a Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro) e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) , com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR).
Ambientes expositivos
A exposição é dividida em 10 ambientes que ensaiam os 10 capítulos do livro, sob a curadoria de Amanda Bonan, Marcelo Campos e da autora. São cerca de 370 obras de artes, entre desenhos, pinturas, vídeos, esculturas e instalações de mais de 100 artistas nacionais, entre eles da Bahia, do Rio de Janeiro e do Maranhão, e dos continentes africano e americano. A mostra se sobressai ao reunir trabalhos de artistas expoentes da memória afrodiaspórica: colagens da baiana Yêdamaria (1932-2016) da arte contemporânea que transita pelo sincretismo da paisagem marinha e o culto ancestral; esculturas do baiano Mestre Didi (1917-2013) em troncos de palmeiras e couros, que reimaginam o sagrado e os objetos ritualísticos das tradições de matrizes africanas; e fotografias do nigeriano Iké Udé, que exalam o poder de personagens africanos. Outros artistas internacionais Dentre os artistas internacionais temos George Osodi, Leonce Raphael Agbodjelou, Lorenzo Dow Turner, Ruth Landes, Iké Udé e Kelani Abass.
- O primeiro ambiente expositivo captura os processos cíclicos de vida e de morte pela ótica da cosmogonia: Kehinde tem a trajetória marcada pela perda dos laços familiares a partir do assassinato da mãe, dos avós e dos irmãos no Benin pré-colonização, sendo forçada ao tráfico transatlântico.
- A segunda ala reflete sobre o cotidiano da personagem no Brasil Colônia (1530-1822) ao desembarcar na Baía de Todos os Santos e percorrer diferentes territórios.
- O terceiro espaço da mostra retrata a divisão do trabalho ao qual os escravizados foram submetidos nos ambientes domésticos, urbanos e rurais.
- Enquanto o quarto ambiente registra a resistência dos negros e os planos de liberdade traçados através dos aquilombamentos.
- A incisiva recusa comunitária ao sistema escravocrata e ao sincretismo das religiões praticadas em território colonizado são tema do quinto espaço.
- A eclosão de revoltas populares contra a colonização europeia em diferentes províncias do país durante o período Regencial (1831-1840), entre as quais “Noite das Garrafadas” (1831), no Rio de Janeiro, a “Sabinada” (1837-1838), na Bahia, e a “Balaiada” (1838), no Maranhão, são tema do sexto ambiente.
- A sétima ala abre espaço para as festas afro-religiosas no Brasil, como o “Presente de Iemanjá” em Salvador, que completou 100 anos em 2023.
- A oitava ala aborda as intuições e os livramentos espirituais em sonhos e trata das moradias improvisadas no Rio de Janeiro e o comércio de crianças escravizadas em São Paulo.
- O nono espaço narra a presença cultural dos Agudás, como ficaram conhecidos os africanos libertos que retornaram ao país originário.
- No décimo ambiente, a tragédia novamente encontra Kehinde, em que a personagem lida com a morte de seus netos e a perda da visão. Descobre-se, por fim, que a narrativa do livro e da exposição abrigam uma carta escrita por Kehinde, para o seu filho Luís Gama, enquanto retorna de navio para o Brasil. A expografia é assinada pelo artista visual Ayrson Heráclito e a arquiteta Aline Arroyo.
A exposição Um Defeito de Cor nos convida a revisitar e repensar nossa compreensão da herança afro-brasileira, uma herança que é um pilar fundamental da identidade nacional e cultural deste país. A exposição mostra, através do olhar de diversos artistas, os séculos de contribuições e lutas das comunidades afro-brasileiras, ilustrando como elas moldaram o Brasil que conhecemos hoje. Desde a tristeza dos tempos da escravização até a celebração das conquistas e realizações contemporâneas.
A exposição é uma interpretação e adaptação do romance literário Um Defeito de Cor, da escritora Ana Maria Gonçalves, que narra a emocionante saga de Kehinde, cuja trajetória em busca da liberdade e da reconstrução identitária é uma poderosa história de resistência.
Reabrimos as portas do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em parceria com a Prefeitura de Salvador com o compromisso de continuar preservando o patrimônio material e imaterial da cultura afro-brasileira e promovendo a discussão sobre a herança afro-diaspórica e a importância da representatividade na sociedade atual. É um convite para entender e valorizar o tecido diversificado que compõe o Brasil, de modo a nos fortalecermos como sociedade. Celebramos a diversidade, mas também reconhecemos as injustiças e as desigualdades que persistem.
Cintia Maria e Jamile Coelho
Diretoras do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira
A abertura do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira é a realização de um sonho de diversas gerações. É o ponto de partida e de encontro de diversas potências negras do nosso povo. Mais um passo na reparação necessária e na reafirmação de que Salvador é uma capital negra. O Muncab, sob a gestão da Amafro e com o apoio da prefeitura de Salvador, será o maior e mais importante museu de cultura afro-diaspórica das Américas.
A felicidade da reabertura de um equipamento cultural dessa monta se soma à oportuna abertura, neste espaço, da exposição itinerante Um Defeito de Cor, baseada no livro de Ana Maria Gonçalves, a obra literária mais importante deste século. Grande narrativa que interessa ao país, a ficção se funde com realidade e abarca tudo que esse espaço permeia, numa síntese do que se define como identidade, cultura afro-diaspórica que dialoga com a verdade do povo desta terra.
Isso tudo, com certeza, só se vê em Salvador.
Pedro Tourinho
Secretário
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – Secult
ARTISTAS
Adenor Gondim | Agnaldo Manoel dos Santos | Akinwande Kennedy | Alafumin | Alberto Pitta | Alex Ferro | Alex Igbo | Aline Besouro | Aline Besouro e Julia Sá Earp | Aline Motta | André Otum Laran | Angélica Moreira e Fernando Felisberto | Ani Ganzala | Antônio Firmino Monteiro | António Oloxede | Aretha Sadick | Aretha Sadick, Aziz Cypriano, Rainha F., Stéphané Marçal | Asilane Nobre | Arthur Timótheo | Ayra Aziza | Ayvson Hercídio | Aziz Cypriano | Benedito José Tobias | Carlos Vinícius Pereira dos Santos/Awo Bordados | Carybé | Cipriano Inocêncio | Dalton Paula | Daniel Jorge | Dinho Araújo | Edeslode Santos | Eduardo Paixão | Elisa Larkin Nascimento | Emanuel Araújo | Emerson Rocha | Estevão Silva | Francolino | Gabriela Marinõ | George Osodi | Giulia Maria Reis e Lucas Magalhães com Lázaro Ramos | Goya Lopes | Grace Passô | Guilherme Almeida | Guiterinha Augustt | Heitor dos Prazeres | Hélio Oliveira | Ikè Udé | Isabel Coque | Jaqueline Coêlho | Jassi Pereira | J. Cunha | João Timótheo | Joenilton Rios | Jonathan Conceição | Jorge Luiz dos Anjos | Jornal Nacional do Movimento Negro Unificado — Carlos Moura, Edison Cardoso e Lande Onawale | Josafá Neves | José Adário | José Pedreiras/Carydé | Joy Candeia | Kelani Abass* | Kika Carvalho | Kwaku Ananse Kinté | Lázaro Roberto | Leonardo França com Obanìyi Balbino Daniel de Paula e Musa Mattiuzzi | Leonardo França e Otun Ebelogi Kleyson Assis | Leonce Raphael Agbodjelou | Lídia Lisboa | Lorenzo Dow Turner | Luis Gama | Manuel Queirino | Marcela Bonfim | Márcio Vasconcelos | Maré de Matos | Mário Cravo Neto | Márlia Araújo | Matheus Morani | Matheus Ribs | Maxodi (Urandy Sobrinhos) | May Agontimé | Mestre Didi — Descendentes Maximiliano dos Santos | Milton Guarn | Mulambo | Nádia Taquary | Octávio Araújo | Odorico Tavares | Ovelarísta | Pai Dedeco (Adeliton Brito de Castro) | Pandro Nobã | Pamelas Castro | Paulo Vítor dos Santos | Pedro Carneiro | Pierre Verger | Priscila Rezende | Rebeca Carapiá | Renan Teles | Rivanilson Leite | Roberta Holliday | Rosana Paulino | Ruth Landes | Safira Moreira | Sheyla Ayo | Silvana Mendes | Tassila Custodes | Tiago Sant’Ana | Tiganá Santana | Valdete da Silva (Mãe Detinha) | Ventura Profano | Voltaire Fraga | Wallace Pato | Yedamaria | Yedda Afini | Yhuri Cruz | Zora Seljan
FICHA TÉCNICA
UM DEFEITO DE COR
Realização
Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira
Prefeitura de Salvador
Concepção
Museu de Arte do Rio
Direção Executiva
Cintia Maria (MUNCAB)
Jamile Coelho (MUNCAB)
Lua Leça Escobar (Secult)
Sandra Sérgio (OEI/MAR)
Curadoria e consultoria
Amanda Bonan (MAR)
Ana Maria Gonçalves
Marcelo Campos (MAR)
Assistência de Curadoria
Rogério Félix
Pesquisa e Assistência curatorial
Amanda Rezende (MAR)
Jean Carlos Azuos (MAR)
Thayná Trindade (MAR)
Consultoria de Produção
Stella Paiva (MAR)
Coordenação de produção
e produção executiva
Patrícia Bssa
Produção de montagem
Nice Pita
Assistente de produção
Ivi Patrícia
Luna Matos
Assistente de produção executiva
Ziati Comazi
Coordenação de comunicação
Agda Santos (MUNCAB)
Jaime Otávio (Secult)
Design
Gabriel Silva L. Ferreira
Voltz Design
Assessoria de Imprensa
Débora Tavares (OEI)
Ian Jesus (Secult)
Rodrigo Cabral (MUNCAB)
Marivaldo Neves (Secult)
Marcelo Andrade (MAR)
Equipe de comunicação
Ana Caroline Gonçalves (Secult)
Caetano Portugal (Secult)
Emile Batista (MUNCAB)
Fabiana Viegas (Secult)
Jéssica Conceição da Cruz (MUNCAB)
Letícia Mayni (MUNCAB)
Luiza Gonçalves (Secult)
Mirela Damasceno (Secult)
Yamuna Souza (Secult)
Equipe MUNCAB
Danilo Santana
Gilmara Alves
Reginaldo Nascimento
Thais Tavares
Registro e documentação fotográfica
Instituto Cristian Carvalho
Produção de vídeo
Ijexá Filmes
Diogo Nonato – câmera e edição
Rodrigo Chamusca – som e assistente
Projeto Expográfico
Aline Arroyo
Ayrson Heráclito
Cenotecnia
Daka Shola Ateliê Criativo
Equipe:
Deilton José
Elielson Vicente Rosa
Jeff Cruz
Railton Andrade
Ricardo da Silva
Tarcio Pinheiro
Equipamentos audiovisuais e montagem técnica
Canal Tech
Alugue Tudo
Obras e Engenharia
Scheilla Caires (Secult)
Pintura
CB Engenharia
Montagem de obras
Agnaldo Santos
Agnaldo Sales
Roberto Feitoza
Tayrone Fontan
Assistente de montagem de obras
Anderson Oliveira
Leandro Lima
Orlando Carvalho
Contrarregras
Alonso Montagens
José do Êgito
Marcos Sena
Rodrigo Santos
Coordenação museológica
Paulo Otávio Laia
Laudos museológicos
Andrea Zabrieszach (MAR)
Detila de Jesus Nobre
Maria Lorena A. Souza
Patrícia Raimundo
Tarso Cruz Ferreira
Estagiárias de Museologia
Brisa Santana Brasileiro
Olga Nathália da Paixão Vidal
Coordenação Educativa
Associação Sociocultural Nubas
Rodrigo Paixão
Produtor educativo
Jil Soares (MUNCAB)
Orientadores de Público (estagiários)
Ally Santana da Silva
Arthur dos Santos Araújo
Cássia Souza Fonseca
Daniele do Carmo de Oliveira
Deisiane Oliveira Lopes
Emerson Bonfim dos Santos
Gabriel Leite Pinho
Jéssica Teixeira Eugênio
Lanmi Carolina de L. Carvalho
Lucas Batista Oliveira
Maria Luiza Oliveira
Victor Silva dos Santos
Plotagem
Iplotagem
Sinalização e molduras
Objetiva
Gráfica
XColorum
Revisão de textos
Alex Simões
Tradução de textos
Cressida Evans
Design de Luz e Iluminação cenotécnica
Luciano Reis
Assistente de Iluminação
Roberto Lobo
Thaimara Leite
Técnicos de iluminação
Erivaldo Lima
Pedro Plinio
Eletricista
Antonio Marcos da Silva Brasil
Joselito Pinho
Jessiel Mota
Transporte de obras
Alves Tegam
Millenium Transporte e Logística
Transporte – carretos
Transenna
Motoboy
Antônio Ferreira
Advogada
Camila Chagas (MUNCAB)
Seguro de obras
Affinité Seguros
Agradecimentos
Em especial a José Carlos Capinan, Acervo Zumvi, Alain Arnaudet, Alex Baradel, Analu Magalhães, Angela Genari, Andressa Iza Gonçalves, Angélica Moreira (in memoriam), Ava Santos, Bruna Araújo, Cacá Ribeiro, César Barcelar, Christian Cravo, Cíntia Guedes, Christian Laranjeira, Chicco Assis, Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Clémence Houdart, Diogo Guanabara, Doté Amilton, Eduardo e Camila Barella, Eder Muniz, Elisa Larkin Nascimento, IPEAFRO, Fabiano Doyle, Família Yunes, Fátima Fróes, Galeria Leme, Gal Arte & Pesquisa, Gabriel Sampaio, Georgia Gomes, Gustavo Rebello, Goya Lopes, Heron Costa, Ioná Zalcberg, Isabel Aquino, Islândia Costa, Angela Elisabeth Lühning, Instituto Pierre Verger, Itaú Cultural, Jaime Portas Vilaseca, Jack Bell Gallery, José Monteiro, Juliana Guanaes, Júlio Nascimento, Laura Barbi, Lázaro Cunha, Laura Dias, Lucas Beuque, Luciene Munford, Luisa Strina, Marta Rodrigues, Marco Antonio Teobaldo, Maria Marighella, Mariaugusta Rocha Rocha, Marcella Bacha, Max Perlingeiro, Matheus Bandeira, Marcelo Cunha, Museu Afro-Brasileiro UFBA, Natália Carvalho, Nise Maria Cartaxo, Nill Gallery, Pai Dedeco, Paulo Darzé Galeria, Paulo Darzé, Paulo Victor, Paul William, Polyanna Santos, Rafael de Moraes, Renato De Cara, Renata Mota, Rivanilson, Alban Galeria, Roberto Alban, Rodrigo Siqueira, Rosane Moraes Coutinho de Oliveira, Safira Moreira, Simone Costa, Sílvio Humberto, Sophie Su, Tássia Mendonça, Thais Darzé, Victor Miguez, Zé Carlos Teixeira, Zulu Araújo, 31 Project.
Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira – MUNCAB
Cintia Maria (Diretora)
Jamile Coelho (Diretora)
Requalificação do Museu
Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira – MUNCAB
Prefeitura de Salvador
Prefeito
Bruno Reis
Vice-prefeita
Ana Paula Matos
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – Secult
Secretário
Pedro Tourinho
Subsecretário
Walter Pinto
Assessora de Projetos Estratégicos
Lua Leça Escobar
Diretora de Cultura
Maylla Pita
Secretaria de Manutenção da Cidade – Seman
Secretário
Lázaro França Jezler Filho
Fundação Mário Leal Ferreira – FMLF
Presidente
Tânia Scofield
Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI)
Secretário-Geral da OEI
Mariano Jabonero
Diretor-Geral de Cultura da OEI
Raphael Callou
Diretor e Chefe da Representação da OEI no Brasil
Leonardo Barchini
Coordenadora Nacional de Projetos Especiais
Sandra Sérgio
Coordenadora Nacional de Administração e Finanças
Amira Lizarazo
Coordenador Nacional de Cooperação e Desenvolvimento
Rodrigo Rossi
Gerentes Nacionais de Compras e Contratos
Licia Moura
Luiz Silva
Gerente Nacional de Implementação
Telma Teixeira
Analistas
Emerson Araújo
Thainá Nascimento


























