O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, sediou na quarta-feira (21) uma atividade promovida pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur) em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, data instituída pela Lei nº 11.635/2007 e celebrada em 21 de janeiro em memória dos efeitos negativos da intolerância no convívio social brasileiro.
A iniciativa reuniu cerca de cem participantes, entre representantes de instituições públicas, acadêmicos, membros de coletivos sociais e setores da sociedade civil, para discutir a liberdade religiosa como direito fundamental e as formas de enfrentamento à discriminação motivada por crenças e práticas diversas.
Com o tema “Respeitar é sagrado. Intolerância religiosa é crime”, a programação incluiu apresentações musicais, falas institucionais e sessões de diálogo entre interlocutores de diferentes tradições e matrizes culturais.
A secretária municipal da Reparação, Isaura Genoveva Neta, afirmou que a atividade insere-se na agenda de enfrentamento à intolerância e de promoção de convivência plural na capital baiana. “Salvador é uma cidade marcada pela diversidade cultural e religiosa. O 21 de janeiro é um momento para reafirmar o compromisso com o respeito e com a promoção de direitos, em que o diálogo entre diferentes tradições é elemento central”, declarou.
A mesa de debates teve mediação da jornalista Cleidiana Ramos e contou com a participação da secretária municipal da Reparação, Isaura Genoveva Neta, responsável pela abertura institucional do encontro. Também integraram a programação Ivan César, coordenador do Núcleo Espírita Irmão Mustafá; o padre Lázaro Silva Muniz, capelão da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; Mãe Jaciara, do terreiro Abassá de Ogum; Ebomi Nice, do Terreiro Casa Branca; e Pai Raimundo de Xangô, do Centro Umbandista Paz e Justiça.
O debate contou ainda com a presença do diretor de Patrimônio e Espaços Culturais da Fundação Gregório de Mattos, Wagner Santos, da professora Germana Pinheiro e do antropólogo e babalorixá Vilson Caetano, que abordaram a data a partir das perspectivas das políticas culturais, da pesquisa acadêmica e da defesa de direitos.
A programação incluiu apresentações artísticas e falas voltadas à reflexão sobre a intolerância religiosa como violação de direitos, além da necessidade de políticas públicas de enfrentamento à discriminação e de valorização da diversidade cultural que caracteriza a cidade de Salvador.
A diretora-geral do MUNCAB, Cintia Maria, afirmou que a realização da atividade no museu se insere na missão institucional de valorizar a diversidade e ampliar o acesso a espaços de debate. “Ao receber esta ação da Secretaria de Reparação, o MUNCAB cumpre sua função de plataforma cultural para reflexões que têm impacto direto na produção de políticas públicas e na convivência urbana”, afirmou.
A diretora artística do museu, Jamile Coelho, destacou a importância da pluralidade de vozes reunidas no encontro. “A presença de diferentes representantes institucionais, comunitários e acadêmicos amplia o alcance do debate e reforça o museu como espaço de escuta e reflexão coletiva”, disse.
Serviço
O quê: Ação da Secretaria Municipal da Reparação pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Quando: Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), Salvador
Quem: Secretária Municipal da Reparação (Semur)
