No sábado, 29, a diretora do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), Cintia Maria, participou de uma mesa dedicada aos desafios contemporâneos na gestão de espaços de arte, parte da programação dos 35 anos do Zumbi Acervo Afrofotográfico, realizada no Rio Vermelho, em Salvador.
O debate reuniu representantes de instituições com diferentes modelos de atuação, mas alinhadas na defesa da produção artística e da memória negras. Além de Cintia Maria, participaram Carolina de Sá, diretora do Pivô — plataforma de arte contemporânea sediada em São Paulo —, e Zé do Cabeça, do Acervo da Laje, iniciativa baiana comprometida com a salvaguarda e difusão de artistas do subúrbio da Salvador.
Durante a conversa, a diretora do MUNCAB ressaltou a necessidade de fortalecer modelos de governança que articulem responsabilidade institucional, sustentabilidade de longo prazo e vínculos comunitários. Ela destacou ainda que instituições que operam a partir de acervos negros têm o desafio de tensionar práticas tradicionais de gestão, promovendo abordagens curatoriais e administrativas que ampliem a compreensão crítica sobre a contribuição negra para a história e a cultura do país.
A programação comemorativa dos 35 anos do Zumbi Acervo Afrofotográfico reafirmou o papel central da fotografia como dispositivo de memória social e como ferramenta de visibilização das múltiplas dimensões da experiência negra na Bahia, reforçando a importância de redes colaborativas entre agentes culturais.
