RAÍZES: COMEÇO, MEIO E COMEÇO
“Raízes: Começo, Meio e Começo” é uma exposição que parte das filosofias africanas de temporalidade, compreendidas como movimento circular, contínuo e sagrado. Distante da linearidade ocidental, esse tempo que retorna — como o desenho espiralar do baobá ou a infinitude do “8” horizontal — orienta o gesto curatorial de reconectar-se às origens para compreender as contribuições dos artistas negros na construção de identidade e estética do país, além de projetar futuros possíveis, afirmando conforme escrito na obra de M Dias Preto que “O SONHO NÃO FALHA“. A mostra valoriza as tecnologias ancestrais que moldaram a formação do Brasil e das Américas, reafirmando a arte negra como campo de elaboração política, sensível e epistêmica.
Um dos pilares conceituais da exposição é a homenagem ao pensador, poeta e líder quilombola Antônio Bispo dos Santos, o Nêgo Bispo, cuja contribuição intelectual revolucionou o entendimento sobre contracolonialidade, território e ancestralidade. Sua visão — que desloca a narrativa colonial e legitima os modos próprios de existir, cultivar, registrar e celebrar da população negra e quilombola — ecoa profundamente no projeto da mostra. Ao reconhecer Nêgo Bispo como mestre de pensamento vivo, a exposição reafirma sua tese de que o mundo não se explica em linha reta: movemo-nos por espirais, retomadas, recomposições e reencontros.
É nesse sentido que ressoa, como oração e manifesto, a poesia que atravessa o nome da exposição:
“Nós somos o começo, o meio e o começo.
Existiremos sempre, sorrindo nas tristezas para festejar a vinda das alegrias.
Nossas trajetórias nos movem, nossa ancestralidade nos guia.”
Distribuída em cinco núcleos, a exposição materializa essa cosmopercepção em diferentes camadas:
Origens – O princípio de tudo, o Iroko, o mito da travessia e o nascimento da diáspora como força pulsante que reconstrói mundos.
Sagrado – As matrizes espirituais, suas liturgias e os sistemas simbólicos que sustentam a vida e a continuidade das comunidades afro-atlânticas.
Ruas – O pretuguês, as estéticas urbanas negras, as dinâmicas culturais e políticas que transformam cidades em territórios de resistência.
Afrofuturismo – Ficção científica, moda, tecnologia e imaginação radical para projetar futuros libertários concebidos a partir da centralidade negra.
Bembé do Mercado – Patrimônios imateriais, musicalidades, celebrações públicas da fé e práticas comunitárias que preservam a memória coletiva.
Sob a curadoria de Jamile Coelho e Jil Soares, a exposição articula pesquisa, culturas, estética e política para evidenciar a força criativa da diáspora afro-brasileira. O percurso reafirma o MUNCAB como território de preservação, emergência e expansão das narrativas negras, comprometido em reflorestar imaginários e celebrar o que permanece vivo na arte, no rito e na memória.
O quê: Raízes: Começo, Meio e Começo
Curadoria: Jamile Coelho e Jil Soares
Quando: 19 de julho de 2024 à 10 de março de 2025
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira
TEXTO CURATORIAL DE JAMILE COELHO
A experiência dos descendentes de africanos na Bahia se configura no movimento entre a memória reconquistada e recriada, possibilitando a invenção de uma poética muito singular. Foi na língua, na palavra cantada, na dança, no ritmo e nas rezas que desenvolvemos estratégias de dissolução de todas as tentativas de fragmentação da nossa humanidade, seja através das voltas na árvore do esquecimento, a porta do não retorno, seja através da ideia equivocada de que nossos oris e nossos orikis estão perdidos no Atlântico.
Ancestralidade não é passado; para os iorubás o tempo é visto como cíclico. Presente, futuro e passado se entrelaçam formando raízes de um grande Iroko, um baobá ou um embondeiro. Para algumas etnias essa é a árvore da vida. Reconhecemos a diáspora afro-brasileira como uma das ramificações dessa raiz ancestral. A África que nos influencia é parte, um mosaico de etnias, culturas e línguas, no qual, embora existam semelhanças, também convivem características distintas.
A oeste do Atlântico, no Sul Global, reinos e nações foram recriadas e os terreiros de candomblé foram um dos primeiros espaços de preservação e difusão dessas matrizes. Bantos, nagôs, haussás, tapas e jejes se uniram aos povos originários e aqui passaram a cultuar também os caboclos, os donos da terra. Raízes é o nosso caminho de retorno, mas também é a nossa conexão com a terra que enraizou, fortalecendo laços entre o visível e o invisível.
Como afirma Conceição Evaristo, “a gente combinamos de não morrer”. Convidamos a todos vocês a se reconectarem dando três voltas na “Árvore do Relembramento”, reafirmando caminhos de liberdade e igualdade, direitos inerentes à condição humana.
TEXTO CURATORIAL DE JIL SOARES
A exposição “Raízes: Começo, Meio e Começo” emerge da carpintaria mítica das narrativas transatlânticas, construindo uma ponte a partir da fenomenologia do pertencimento ancestral afro-ameríndio. Este vetor existencial antecede a chegada das culturas de matrizes africanas às Américas e manifesta-se através do ato de aquilombar-se, um dos primeiros sentimentos de pertença que se ancoraram em solos americanos.
O conceito de pertencimento aqui evocado tinge e abarca em beleza, desde a paleta de cores que permeia as paredes do ambiente expositivo até os elementos visuais e cenotécnicos dispostos no espaço território-museu. Essa exposição reflete a memória espiral, circulando e refletindo como um arco comunicador que transcende o visível, proposto pela provocação conceitual da expografia.
“Raízes” é um ritual simbólico da continuidade epistêmica, produzido na agoridade e utilizado como instrumento político da cultura dos povos originários e do afro-atlântico. Esta engenharia visual é a herança que nos chega pela náutica do devir, no contra-fluxo dos acontecimentos: afro-futuros de tangenciamentos reológicos que se refazem a partir das forças tensionadas à fluidez da matéria, transformando corpo e mar em uma nova plasticidade imanente, com indícios na diáspora.
A trajetória “Tumbeira” (Passagem do Meio) é eclipsada em coordenadas que se cruzam como ponto vernal, navegando em trânsito através do eu ancestral: África – Américas, testemunho Atlântico, Portal Adinkra para o Novo Mundo. Este oráculo metafísico é a tecnologia do Ifá, pelo qual arvora baobás entre caminhos e voltas do relembramento. Passado e futuro congregados na velatura oral, presentificados nas vozes que tingem de mar o canto vissungo das rezas em fronteiras e fundamentos.
“Raízes” finca sua flecha irreversível no tempo, com o presente como ponto de referência. Esta exposição convida o visitante a refletir sobre a diáspora afro-ameríndia e a continuidade das tradições ancestrais, transformando a experiência visual em um testemunho vivo do passado e um vislumbre do futuro.
“…Havemos de voltar”
Jil Soares – Curador
ORIGENS
*Babalorixá Rodney William
A África é o berço da humanidade. Segundo um itã que os antigos contam, Iroko tem as suas raízes tão profundas, mas tão profundas e tão longas, que, ao serem plantadas no Brasil, conseguem atravessar o oceano e chegar ao outro lado do Atlântico. Isso torna-se ainda mais nítido quando cantamos uma canção aqui no Brasil e ouvimos a resposta no Benin, na Nigéria, ou quando se canta uma canção em Angola e ouve-se uma resposta em Cuba. Nesse momento percebemos a força da diáspora, que é a força do povo negro, que sai do continente africano que se enraíza no mundo, com a sua cultura, sua criatividade, sua inventividade, sua arte e sua beleza.
Salvador tem se consolidado como a capital afro das Américas, um grande útero em que a raça negra se desenvolveu. Há uma presença marcante do povo baiano nesse processo, mas, sobretudo, nessa interligação, que faz com que esse cordão umbilical não se rompa em momento algum e que continuemos conectados com o continente mãe, a África. Nesse processo, podemos renascer onde temos gêmeos que foram separados: um está lá no continente africano e o outro está aqui no Novo Mundo. Essa conexão é feita pela ancestralidade, de forma muito bonita.
Convido todos vocês a reviverem essa história, essa memória ancestral, que vive em nosso corpo. Percebamos que Exu, enquanto orixá tão potente, mata um pássaro ontem com uma pedra que só atira hoje. Por isso, estamos aqui vivendo um passado tão presente, em uma perspectiva de futuro que nos dá a certeza de que a nossa revolução tem sido vitoriosa.
Babalorixá Rodney William
Babalorixá, Doutor em Ciências Sociais, professor e escritor
BEMBÉ DO MERCADO
*Ana Rita Araújo Machado
O Bembé do Largo do Mercado de Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia, é uma celebração política e religiosa que ocorre desde 1889, organizada pelas populações negras em devoção a Iemanjá e Oxum. O ato inicial de João Obá, que desafiadoramente reuniu pessoas do candomblé para fincar uma bandeira branca, dançar e celebrar, marcou o território civilizatório de seus ancestrais e transformou a celebração em uma importante manifestação negra nas Américas. A poética do Bembé reside no cotidiano da feira e suas histórias, na malemolência dos passos do samba de Dona Nicinha; na luta diária dos pescadores, no toque dos alabês, quando, ao lado de Mãe Manuela, entoam os cânticos sagrados; na sutil presença da saudosa abà Lídia, na mandinga da capoeira de angola. Na magia e força dos orixás, no canto dos caboclos, na cartografia da cidade. Nas lideranças dos terreiros, Pai Pote, que, apesar de mais novo, foi escolhido pelas mulheres mais velhas como um dos guardiões dos segredos do Bembé. Nesse sentido, o patrimônio imaterial africano é reconstruído pelas comunidades e possibilita horizontes mais profícuos que apontam para direitos e afirmação da cidadania.
*Ana Rita Araújo Machado
Iyaegbé do Bembé do Mercado e professora da Universidade Estadual da Bahia
SAGRADO
*Vilson Caetano
A presença das matrizes africanas nas Américas está diretamente ligada ao tráfico negreiro, um dos episódios de maior deslocamento forçado de pessoas da história da humanidade, contribuindo para a formação de novas culturas e identidades. Somou-se a isso o vaivém de alguns libertos a partir de finais do século XVIII.
A continuidade das religiões tradicionais africanas através dos diferentes cultos aqui reconstruídos, a exemplo do candomblé, representou um dos primeiros espaços de resistência e preservação do patrimônio material e imaterial das civilizações negras africanas em diáspora. Estes lugares, não apenas abrigam tradições ancestrais, mas funcionam como centros vitais para a sobrevivência, reafirmação e perpetuação das identidades negras ao redor do globo.
Os terreiros de candomblé foram formados a partir de matrizes culturais de diversos grupos, dentre eles, os bantos, jejes, nagôs, ijexás, malês e muitos outros. Essas populações, a maioria das vezes que dividiam língua ou culturas comuns, foram capazes de reatualizar e ritualizar sua conexão existencial de pertença ao mundo por meio do culto aos orixás, nkisis, voduns, aqui juntados aos caboclos, encantados da terra. Os ancestrais não apenas representam princípios universais, mas também são guardiões de cosmologias, saberes, ciências, línguas, músicas, danças e técnicas que sustentam a esteira cultural dessas comunidades.
As casas de axé e as de culto afro-indígenas, para além de serem locais sagrados, são verdadeiros bastiões de resistência cultural e identitária, nos quais se entrelaçam os fios da história africana com as realidades contemporâneas das sociedades construídas pelos seus descendentes no Mundo.
*Vilson Caetano
Babalorixá, Doutor em antropologia, professor e escritor
AFROFUTURISMO: O DEVIR NEGRO
*Zulu Araújo
“Onde quer que apareça, o negro desencadeia dinâmicas
passionais e provoca uma exuberância irracional
que invariavelmente abala o próprio sistema racional”.
Achille M’Bembe
Relativamente novo para a cultura afro-brasileira, o afrofuturismo é o desafio que está em nossa encruzilhada. Criação e produção que promove o encontro entre ficção científica, tecnologia, realismo fantástico, ancestralidade, mitologia e diáspora africana.
Suas narrativas na música, nas artes visuais, na moda, nos quadrinhos e na literatura dizem respeito à vida plena da população negra no mundo.
Recuperar valores dos povos africanos, historicamente subalternizados, para projetar futuros libertários no contexto dos avanços tecnológicos e inserir a estética negra naquilo que é considerado contemporâneo são os nossos desafios de hoje.
“Esse homem-coisa, homem-máquina, homem-código e homem-fluxo” em que nos transformaram é o que o afrofuturismo está a nos pôr à prova.
E isso nos instiga a fazer com nossas próprias ideias, nossos traços, sons e caminhos – uma linguagem própria.
Como diria Conceição Evaristo: “Reaver o verbo de nós usurpado. Moldá-lo, com mãos de poesia”.
Toca a zabumba, que a terra é nossa!
*Zulu Araújo
Gestor Cultural, Arquiteto, Mestre em Cultura e Sociedade e doutorando em Relações Internacionais. Ex-Presidente da Fundação Cultural Palmares/MinC.
RUAS
*Jamile Coelho e Jil Soares
Somos a maior diáspora negra do mundo. A África nas Américas, sobretudo no Brasil, foi se compondo e recompondo através de múltiplas articulações, caminhos, práticas que ganham novos contornos, ambiguidades, a partir da mistura entre os diferentes povos.
O pretuguês, neologismo criado por Lélia Gonzalez, define todo esse universo linguístico, artístico, gastronômico, político, social e cultural que as matrizes africanas criaram para enraizar-se e atravessar o tempo.
Como múltiplos espelhos, as ruas de cidades como Salvador, Luanda, Montevidéu, Porto Novo, Havana e Lagos carregam as marcas profundas da diáspora africana. Elas são testemunhas da história, resistência e luta dos povos africanos e afrodiáspóricos ao longo dos séculos. Embora separadas pelo Atlântico, essas cidades compartilham uma notável semelhança, refletida nas suas paisagens culturais, sociais e arquitetônicas, fruto da presença africana em suas fundações e desenvolvimento.
* Jamile Coelho e Jil Soares – Curadores
O Baobá, com seu simbolismo profundo e enraizamento na cultura africana, é um símbolo de ancestralidade, memória e continuidade comunitária. A visão de cada parte da árvore como representações de diferentes estágios da vida humana sublinha a importância de uma conexão sólida com as raízes ancestrais para o crescimento e a sobrevivência das novas gerações. Essa conexão cíclica, descrita pelo escritor, filósofo e quilombola Negô Bispo como “o começo, o meio e o começo”, é central na narrativa expositiva.
A exposição “Raízes: Começo, Meio e Começo” é um convite a reflorestarmos o nosso imaginário e referências visuais a partir da produção artística de mais de 80 artistas nacionais e internacionais negros. Essa é a primeira exposição concebida pela equipe curatorial do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira após a sua reabertura, consolidada nos frutos da solidariedade, dos laços comunitários do aquilombamento artístico e realizada em parceria com produtores, designers e expográfos. A exposição, dividida em cinco núcleos – Origens, Sagrado, Ruas, Afrofuturismo e Bembé do Mercado – reflete uma visão comunitária africana que valoriza o “nós” como base da identidade e existência humana.
Convidamos você a girar em torno da “árvore da memória”, um ato poderoso de ressignificação histórica. Percorra os cinco núcleos expositivos e permita que suas emoções floresçam ao revisitar as raízes culturais que nos sustentam. Este Baobá simboliza, para os descendentes de africanos na diáspora, a conexão com suas raízes e as resistências das culturas africanas, apesar das tentativas de apagamento.
Enraize-se!
Cintia Maria
Diretora do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira
ARTISTAS
Aislane Nobre
Alberto Pitta
Alex Oliveira
Álex Ìgbó
Aline Brune
Amorim Japa
Annia Rízia
Anderson AC
Anderson Santos
Ananda Santana
Anunciação
Ani Ganzala
Aislane Nobre
Bernardo Conceição
Biarritzzz
Brendon Reis
Bruca Manigua
Daniel Jorge
Diogo Nonato
Eder Muniz
Elson Júnior
Everlane de Moraes
Faraó
George Teles
Goya Lopes
Guilherme Almeida
Gustavo Araújo
Hariel Revignet
J. Cunha
Jamex
Jess Vieira
JeisiEkê de Lundu
Jorge Luis dos Anjos
Juarez Paraíso
Juh Almeida
Júnior Pakapym
Justino Marinho
Juliana Lama
Júlio Benedito
Keyla Sankofa
Laís Lima
Larissa Machada
Leandro Estevam
Letícia França
Lita Cerqueira
Luandino Carvalho
Luiza Magaly
Lumumba
Ludimila Lima
M. Dias Preto
Mayara Ferrão
Menesson Conceição
Mário Vasconcelos
Nadia Taquary
Nalbert
Rafa
Rafa Ramos
Raimundo Bida
Rebouças
Rodrigo Siqueira
Rynnard
Sandro Sal da Terra
Tarcio Vasconcelos
Tho Simões
Tina Melo
Urânia Muzanzu
Vtoria Carvalho
Victor Motta
Yacunã Tuxá
Yasmin Nogueira
Realização
Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira – MUNCAB
Correalização
RCD Produção de Arte
Concepção
MUNCAB
Direção Executiva
Cintia Maria (MUNCAB)
Jamile Coelho (MUNCAB)
Ricardo Cavalcanti (RCD)
Curadoria
Jamile Coelho
Jil Soares
Assistente Curadoria
João Vitor Guimarães
Consultoria Especializada
(Bembé do Mercado)
Ana Rita Machado
Produção executiva e montagem
Eliane Gomes
Assistente de produção executiva
Paula Vaz
Antônio Carlos Ferreira
Produção Local (Santo Amaro-BA)
Vanda Ferreira
Assistente de produção (estágio)
Félix Henrique Moreira
Iasmin Tosta
Matheus Luis Nascimento
Assistente administrativo
Adilma Cajado
Identidade Visual e Design
M. Dias Preto
Assessoria de Imprensa
Rodrigo Cabral
Equipe MUNCAB
Danilo Santana
Gilmara Alves
Reginaldo Nascimento
Mário Duarte
Ana Lúcia
Registro e documentação fotográfica
Anastacia Flora
Projeto Expográfico
Gisele de Paula Arquitetura & Cenografia
Assistentes de Expografia
Alexandra Souza
lolaos Coelho
Lívia Faria
Pintura
Ademir Ferreira
Alex Lopes
Marcos Araujo
Renan Oliveira
Equipe Cenografia
Adriano Passos
Agnaldo Queiroz
Agnaldo Santos
Bruno Wiw
Cezar Rocha
Clasio Vieira (Tomate)
Desival Alves
Edvaldo Ribeiro
Gilmar Silva
Gringo Freitas
Jonas Eduardo Santana
Paulo Tosta
Léo Furtado
Coordenação museológica
Tarso Cruz Ferreira
Coordenação Educativa
Clíssio Santana
Orientadores de Público (estagiários)
Félix Moreira
Iasmin Lima
Kamila Custódio
Luís Matheus
Márcia Fraga
Thiago Gomes
Vitor Arcanjo
Sinalização / Plotagem
VM Soluções Gráficas e Comunicação
Impressão
Objetiva Fotografia Digital
Molduras
Objetiva Fotografia Digital
MiniLab
Gráfica
XColorum
Textos Núcleos
Rodney William Eugênio
Vilson Caetano
Zulu Araújo
Ana Rita Machado
Revisão de textos
Alex Simões
Design de Luz
Luciano Reis
Iluminação cenotécnica
R Lobo Iluminação
Assistente de Iluminação
Taimara Leite
Roberto Batista
Eletricista
Joselito Pinto
Transporte de obras
Jurandi Silva
Antônio Raimundo
Advogado
Antônio Carlos Ribeiro
Agradecimentos
Em especial Adido Cultural Luandino de Carvalho, Thais Darzé, Paulo Darzé, Vilma Reis, Andreia Marreiro, Alisson Lima, Joana Bispo, Tata Walmir Damasceno, Sarah Odara, Renato Carneiro, Edna Francisca, Antônia Lagos Sales (Mãe Tonha), Pai Pote, Pollyana Mello, Vilson Caetano, Pai Sérgio, Heriberto Gregório dos Santos (Bel Saubara), Ulisses Castro, Eliza Larkin Nascimento, Madeireira Angra, Maurício Martins, Zulu Araújo, Lua Leça, Pedro Tourinho e Fernando Lopes




































